More
    HomeMainLuto em Hollywood: Mary Beth Hurt, 79, falece após batalha contra Alzheimer

    Luto em Hollywood: Mary Beth Hurt, 79, falece após batalha contra Alzheimer

    A comunidade cinematográfica perdeu uma de suas vozes mais discretas e consistentes. Mary Beth Hurt, reconhecida por sua atuação marcante em filmes como “O Exorcismo de Emily Rose”, faleceu aos 79 anos em uma residência assistida em Jersey City, Nova Jersey, no último dia 28 de março. A causa foi a doença de Alzheimer, que a acompanhou por cerca de uma década. A notícia foi confirmada por seu esposo, o diretor Paul Schrader, e pela filha Molly Schrader, circulando rapidamente entre as principais agências de notícias.

    Imagem do post

    A trajetória de Hurt não foi construída por grandes manchetes, mas por uma presença constante e refinada em projetos que se tornaram referências do cinema contemporâneo. Ela iniciou sua carreira em 1978 com “Interiores”, de Woody Allen, interpretando Joey, uma das três irmãs que enfrentam a desintegração familiar. Nos anos seguintes, destacou-se em “Chilly Scenes of Winter” (1979) como Laura, em “O Mundo Segundo Garp” (1982) ao lado de Robin Williams, e em “D.A.R.Y.L.” (1985) como a mãe adotiva Joyce Richardson.

    Sua colaboração com diretores renomados continuou ao longo das décadas, incluindo um segmento em “Contos de Nova York” (1989) dirigido por Martin Scorsese, e papéis em “Corações Sujos” (1991) e “A Época da Inocência” (1993). Nos anos 2000, apareceu em “O Sorriso de Mona Lisa” (2003) e, talvez, seu papel mais lembrado recentemente, a Juíza Brewster em “O Exorcismo de Emily Rose” (2005). Seu último destaque foi em “First Reformed” (2017), dirigido por seu marido Paul Schrader, onde interpretou uma oficial de igreja histórica.

    Nascida em Marshalltown, Iowa, como Mary Beth Supinger, ela migrou para Nova York para estudar atuação e rapidamente se firmou nos palcos da Broadway, recebendo três indicações ao Tony. Seu casamento com William Hurt durou de 1971 a 1981; posteriormente, uniu-se a Paul Schrader, com quem compartilhou mais de quatro décadas de vida e duas filhas.

    Nos últimos anos, Mary Beth optou por projetos mais seletivos, mantendo a mesma entrega que sempre caracterizou sua arte. Seu legado permanece vivo nas telas que ajudou a construir, lembrando que o cinema se sustenta tanto pelos grandes astros quanto pelos profissionais que, silenciosamente, dão profundidade às histórias.

    Para mais novidades sobre o mundo do cinema, visite nosso canal no YouTube.

    LEAVE A REPLY

    Please enter your comment!
    Please enter your name here

    Must Read

    spot_img