O drama bíblico de Mel Gibson, lançado em 2004, voltou às manchetes ao alcançar a quarta posição entre os títulos mais assistidos da Netflix nesta quarta‑feira, 4 de abril. O filme retrata, com grande intensidade, as últimas doze horas da vida de Jesus, desde a agonia no Jardim das Oliveiras até a crucificação e a ressurreição.
A boa notícia para os fãs é que já está em produção a continuação intitulada **A Ressurreição de Cristo**. Segundo a revista Variety, Gibson contou com a consultoria do ex‑arcebispo Carlo Maria Viganò, que, embora excomungado em 2024, participou das filmagens nas redondezas de Roma. Viganò, conhecido por posições controversas em relação ao Vaticano e a temas sociais, teria influenciado o roteiro da nova obra.
Na sequência, o papel de Jesus será interpretado pelo ator finlandês Jaakko Ohtonen, que substitui Jim Caviezel. O elenco também traz Mariela Garriga como Maria Madalena, Kasia Smutniak como Maria, Riccardo Scamarcio como Pilatos e uma participação misteriosa de Rupert Everett. Gibson volta à direção, e a produção será dividida em duas partes: a primeira prevista para a Sexta‑Feira Santa, 26 de março de 2027, e a segunda para o Dia da Ascensão, 6 de maio de 2027. Ainda não há data de estreia no Brasil.
A Lionsgate, em parceria com a Icon Productions de Gibson e Bruce Davey, está financiando o projeto, que já está em fase de desenvolvimento há quase dez anos. Adam Fogelson, presidente da divisão de cinema da Lionsgate, descreveu o filme como “um evento cinematográfico aguardado por toda uma geração” e ressaltou a importância de Gibson como um dos maiores diretores contemporâneos. A produção deve iniciar as gravações no final do verão de 2026, em locações europeias, e promete entregar um espetáculo visual e emocional para o público global.


