O Sindicato dos Roteiristas da América (WGA) chegou a um entendimento preliminar com as maiores plataformas de streaming e estúdios, firmando um contrato de quatro anos junto à Aliança de Produtores de Cinema e Televisão (AMPTP). A negociação rápida impediu a retomada de uma paralisação que poderia impactar toda a indústria cinematográfica.
O novo documento inclui um aporte multimilionário destinado a fortalecer o plano de saúde dos profissionais, além de estabelecer salvaguardas contra o uso não autorizado de inteligência artificial e prever aumentos nas taxas de royalties para as produções. As conversas foram conduzidas por Ellen Stutzman, diretora executiva do WGA, e Greg Hessinger, presidente da AMPTP, que relataram um clima de colaboração muito diferente das tensões vistas em acordos anteriores.
A preservação de empregos foi o ponto central das discussões, motivada pela redução de projetos tradicionais na televisão e no cinema dos EUA. O acordo ainda precisa ser aprovado pelos membros do sindicato para entrar em vigor.
Com a pauta dos roteiristas encaminhada, a atenção se volta para os demais sindicatos de Hollywood. O sindicato dos atores (SAG‑AFTRA), liderado por Sean Astin, e o dos diretores (DGA), presidido por Christopher Nolan, iniciarão suas negociações nos próximos meses. Paralelamente, o WGA também lida com uma greve interna de seus funcionários na Costa Oeste, que reivindicam melhores condições de trabalho há sete semanas.


