A edição de Singapura da revista Esquire decidiu publicar uma entrevista com Mackenyu Maeda, o ator que interpreta Roronoa Zoro na adaptação live‑action de *One Piece*. O plano original era conversar pessoalmente, mas a agenda do artista, de 29 anos, impediu a participação. Sem a presença do ator, a redação enviou um questionário por e‑mail e aguardou resposta que nunca chegou.
Com o prazo da matéria se aproximando e o ensaio fotográfico já pronto, a equipe recorreu a uma solução inesperada: utilizou trechos de entrevistas anteriores e alimentou um modelo de inteligência artificial (Claude e Copilot) para gerar novas falas. O texto resultante foi revisado por humanos, mas a revista reconheceu que as respostas soam vazias, quase como um eco de declarações já ditas, e até acrescentam um toque de filosofia forçada.
No artigo, a própria Esquire alerta que a entrevista “não foi das melhores”, pois o ator nunca respondeu e a IA acabou “delirando”, produzindo respostas vagas que tentam reformular o que foi inserido. O caso reacende o debate sobre os limites éticos e profissionais ao usar tecnologia para criar conteúdo jornalístico, mostrando como a necessidade de publicar pode levar a práticas questionáveis.
A história ainda serve de alerta para redatores e leitores: a ausência de informação real costuma ser preenchida por narrativas fabricadas, e a linha entre criatividade e falsidade pode ser tênue quando a IA entra em cena.


