Durante sua participação no podcast Awards Chatter, do Hollywood Reporter, o veterano de 83 anos revelou que, no início da carreira, seu objetivo era ser apenas um character actor – aquele artista discreto que dá vida a papéis secundários ou terciários.
Antes de “Star Wars” catapultar sua fama, Ford se via como um ator de apoio, sem pretensões de liderar produções. Ele explicou que os papéis principais carregam a responsabilidade de agradar o público, o que costuma gerar narrativas mais previsíveis. Por isso, o ator valorizou projetos como “42: A História de uma Lenda” e “K-19: The Widowmaker”, onde pôde fugir da pressão comercial, além de citar “A Testemunha” e “A Costa do Mosquito” como escapadas ao arquétipo heroico.
Ford recordou sua chegada a Los Angeles nos anos 60, trabalhando como carpinteiro para complementar a renda, e como oportunidades surgiram em filmes como “Loucuras de Verão” e “A Conversação”. “Consegui papéis principais porque os filmes foram bem recebidos, mas isso também depende de estar no lugar certo, na hora certa, além de sorte e persistência”, afirmou. Ele enfatizou que o sucesso também foi fruto da colaboração com colegas de equipe, cujas ideias e qualidades o impulsionaram.
Em março, o ator foi homenageado com o prêmio de conjunto da obra no The Actor Awards, onde emocionou ao falar sobre o privilégio de criar entretenimento e arte ao mesmo tempo.
Atualmente, Harrison Ford apresenta a série “Falando a Real”, disponível na Apple TV, continuando a influenciar a cultura pop com sua trajetória singular.


