Alexandre Fraga, ex‑agente da Polícia Federal e autor da série de sucesso “Impuros”, faleceu aos 52 anos no último domingo (12). Sua trajetória, marcada por duas décadas de atuação policial, conferiu às suas narrativas um realismo intenso que se tornou marca registrada nas obras de suspense e crime.
Em 2014, Fraga lançou o romance “Oeste”, publicado pela Record, que mergulha nos bastidores do jogo do bicho no Rio de Janeiro e serviu de base para o universo de “Impuros”. A experiência de campo e o olhar clínico sobre a violência urbana deram profundidade psicológica rara ao gênero no Brasil.
A causa da morte não foi divulgada pela família, mas o autor enfrentava problemas de saúde, incluindo um transplante de fígado em 2024 e uma internação recente. Em nota, o diretor Tomás Portella lembrou a personalidade forte e o talento de Fraga, ressaltando que, apesar das divergências, o respeito e a admiração eram mútuos.
A produção de “Impuros” também prestou homenagens, lamentando que o criador não tenha assistido à estreia da sexta temporada. O legado de Fraga permanece vivo nos livros, nas telas e na memória de quem acompanhou sua jornada, deixando um filho e uma filha que ele sempre citava com orgulho.


