Lançado em abril, “Bola pra Cima” chega às plataformas de streaming prometendo uma sátira sobre a Copa do Mundo de 2025 no Brasil, mas acaba se transformando em um teste de paciência para o espectador. O diretor Peter Farrelly, conhecido por obras como “Green Book” e “Um Amor de Copa”, tenta usar o humor como escudo, porém o resultado fica distante da realidade brasileira e repleto de estereótipos vazios.
A trama segue Brad (Mark Wahlberg) e Elijah (Paul Walter Hauser), dois funcionários de uma empresa de preservativos que recebem a missão de criar um produto para a Copa. Quando são demitidos, aproveitam as passagens já compradas e viajam ao Brasil, onde se envolvem em situações absurdas que pouco têm a ver com a cultura local. A tentativa de misturar futebol, comédia escrachada e crítica social acaba parecendo uma receita de bolo já usada em inúmeros filmes norte‑americanos.
Ao final, o filme deixa o público sem saber se a proposta era satirizar exageros ou simplesmente reproduzir preconceitos. O humor forçado e a falta de direção tornam “Bola pra Cima” um dos lançamentos mais frustrantes do ano, falhando em provocar risos e, ainda menos, em oferecer uma reflexão válida sobre o Brasil.
Se você busca comédias que realmente divertem, talvez seja melhor procurar outras opções no catálogo.


