A jovem norte‑americana Gabrielle Vega sempre sonhou em fazer intercâmbio na Espanha, mas a experiência acabou marcando sua vida de forma trágica. A Netflix lançou a minissérie documental ‘O Predador de Sevilha’, que investiga crimes cometidos contra turistas que utilizavam a mesma agência de viagens na capital andaluza. Em três episódios de cerca de cinquenta minutos, a produção monta um panorama sombrio de um homem que se aproveitava da vulnerabilidade de estudantes estrangeiras para perpetrar agressões sexuais.
Na primeira parte, somos apresentados a Gabrielle, que relata o abuso sofrido nas instalações de um hotel em Marrocos, um episódio que mudou seu rumo. De volta aos Estados Unidos, ela participa de uma performance artística onde pessoas compartilham o melhor e o pior dia de suas vidas. Ao divulgar sua história online, Gabrielle descobre relatos de outras vítimas que enfrentaram o mesmo agressor, iniciando assim sua busca por justiça.
A série alterna depoimentos de jornalistas, advogados, vítimas e familiares, revelando detalhes chocantes das noites de terror vividas por várias jovens. Também são abordadas críticas ao posicionamento da embaixada espanhola diante dos casos. No episódio final, o foco se volta para o aspecto jurídico, analisando as ações conjuntas dos Estados Unidos e da Espanha, inclusive uma audiência virtual com depoimentos das vítimas. O ritmo equilibrado mantém o espectador atento a cada revelação, enquanto a narrativa profunda destaca a dor persistente das sobreviventes.
‘O Predador de Sevilha’ se destaca como um documentário bem estruturado que traz à tona verdades incômodas do gênero True Crime. Angustiante em vários momentos, a série deixa uma marca profunda, garantindo que, ao final dos créditos, o público se sinta impactado e reflexivo.


