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    2026 desponta como o ano de maior bilheteria pós‑pandemia

    Desde que a pandemia interrompeu as salas em março de 2020, o hábito de ir ao cinema mudou radicalmente. O confinamento fez o público migrar para as plataformas de streaming, como Netflix, Amazon Prime Video, Disney+, HBO Max e AppleTV+. Muitos espectadores passaram a esperar que os lançamentos chegassem às telas digitais, reduzindo drasticamente as receitas das bilheterias.

    A recuperação começou lenta, impulsionada por sucessos como a sequência de “Avatar”, “Top Gun: Maverick” e o fenômeno “Barbenheimer” (a combinação de “Barbie” e “Oppenheimer”) que revitalizou o mercado em 2023. No primeiro trimestre de 2026, os cinemas registraram US$ 1,77 bilhão em arrecadação, superando os dois anos anteriores e o recorde pós‑pandemia de 2023.

    Dois títulos foram responsáveis por grande parte desse salto. O primeiro, “Devoradores de Estrelas”, estrelado por Ryan Gosling, é uma ficção científica baseada em livro do autor de “Perdido em Marte”. O filme já soma US$ 256 milhões nos EUA e ultrapassou a marca de US$ 500 milhões mundialmente, mantendo as salas lotadas.

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    O segundo destaque foi “Pânico 7”, que trouxe de volta Neve Campbell e continuou a tradição da franquia de impulsionar a bilheteria no início de cada ano. O longa arrecadou US$ 121 milhões nos EUA e US$ 211 milhões no mundo, tornando‑se o capítulo mais lucrativo da série.

    Outros lançamentos que contribuíram para o forte início de 2026 incluem a adaptação de “O Morro dos Ventos Uivantes” com Margot Robbie (US$ 84 milhões nos EUA), a animação da Disney/Pixar “Cara de um, Focinho de Outro” (US$ 157 milhões nos EUA) e a comédia esportiva “Um Cabra Bom de Bola” da Sony (US$ 103 milhões nos EUA).

    O segundo trimestre já começou com força total, graças à sequência de “Super Mario Bros” – “Super Mario Galaxy” – que arrecadou US$ 628 milhões mundialmente nas primeiras duas semanas, apontando para a possível marca de US$ 1 bilhão. Em abril, a biografia “Michael”, sobre Michael Jackson, promete seguir o mesmo caminho. Maio traz “O Diabo Veste Prada 2”, “Mortal Kombat 2” e “Star Wars: O Mandaloriano e Grogu”; junho fecha o trimestre com “Supergirl”, “Mestres do Universo”, “Todo Mundo em Pânico 6”, o novo “Dia D” de Steven Spielberg e “Toy Story 5”.

    No terceiro trimestre, os grandes atrativos serão “Homem‑Aranha: Um Novo Dia”, “A Odisseia” de Christopher Nolan, o live‑action de “Moana”, “Minions e Monstros”, “O Fim da Rua” de J.J. Abrams e o próximo “Resident Evil”. O último trimestre encerra 2026 com “Vingadores: Doutor Destino”, “Duna: Parte 3”, “Jumanji: Open World”, além de “Entrando Numa Fria 4”, “Jogos Vorazes: Amanhecer na Colheita”, a nova animação da Disney “Hexed” e o reboot de “Street Fighter”.

    Com esse calendário repleto de blockbusters, 2026 se consolida como o melhor ano de bilheteria desde o fim da pandemia, e a indústria cinematográfica já projeta um 2027 ainda mais promissor.

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