O jornalista e psicanalista Paulo Stucchi, finalista do Prêmio Jabuti 2024, está prestes a lançar seu novo romance histórico, “A Dança da Serpente”. A obra, publicada pela Editora Jangada, mescla ficção contemporânea com fatos reais, ligando duas histórias de mulheres perseguidas em épocas distintas: a escrava angolana Luzia Pinta, condenada pela Inquisição portuguesa no século XVIII, e as gêmeas mineiras Cléo e Clarice, cujos dons espirituais despertam suspeitas durante a Ditadura Militar dos anos 1970 em Sabará, Minas Gerais.
Na primeira linha temporal, Luzia chega a Sabará, pratica o calundu – ritual de cura de origem africana – conquista a alforria, mas é enviada a Lisboa, onde a Inquisição a julga e a condena. Na segunda, Cléo foge após uma tragédia familiar, tentando negar a herança mística que compartilha com a irmã Clarice, que se torna a “Sacerdotisa de Sabará” e atrai seguidores em plena repressão militar. O reencontro das irmãs força Cléo a enfrentar o legado de suas antepassadas e a questionar o medo que, ao longo dos séculos, tem sido usado para silenciar mulheres poderosas.
Stucchi, além de jornalista, possui formação em comunicação e psicanálise, e já lançou diversas obras, entre elas “A Filha do Reich” (finalista do Jabuti 2020). Em “A Dança da Serpente”, ele investiga como o patriarcado e a intolerância religiosa moldaram a história de mulheres que ousaram desafiar as normas, oferecendo ao leitor uma narrativa crua, emocionante e reflexiva sobre poder, fé e resistência.


